GUERRAS DE ROSAS
Dia de guerra
Paz não tenho
O já é o depois
E o agora não maios existe
Triste fim da rosa
Em não suportar a dor
Na janela não a vejo
Na casa não mais existe
Tudo é tão triste
A hora avança depressa
Sozinho esquadrinho meu peito
Procurando perfeita imagem
Com o passar do tempo
Mais aguda é a dor
Prazer não mais existe
Rosa vermelha murchou
Incontáveis são os dias
Infinito meu amor
Em prisão de torre me encontro
Grilhões impedem meu caminhar
Cego ando
Sem palavras
Meu ser secou
Como seco é o sertão
E meu amor que eras tão doce
Insipido ficou.
Wagner Fonseca

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