A ÁRVORE
Havia uma velha árvore
Que as vezes se despia
Quando chegava o outono.
Mas sua roupagem nova
era sempre exuberante
as vezes escondia a lua
e sempre nos protegia do sol
De bondade
entregava-nos sua sombra,
Tão louco era o amor
Que frutificava.
Para matar minha fome
Dava-nos seus frutos;
Para aquecer-nos
entregava-nos a lenha.
Cuidava de nós e também dos pássaros,
Que se aninhavam nela.
Era uma arvore
Tão linda.
Mas um dia
Caiu em ruína,
Que sem necessidade
Fora assassinada por um machado,
o machado do Zé Machado.
Wagner Fonseca

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