RISCO E RABISCO
Um risco que corro
Rabisco e não morro
Pão do dia
Na hora de ave Maria
Procuro no armário
Sutilezas precisas
Lembranças vividas
Escrita sem fim
Do baú a ideia
Da força a fraqueza
A comida sobre a mesa
O vinho no cálice
Esquento o peito
Na força da aguardente
Que arde e não se sente
A procura de palavras
De volta à mesa
Risco mais um pouco
Arrisco de novo
E rasgo a folha
E não satisfeito com minha escrita
Começo tudo de novo.
Wagner Fonseca

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