quarta-feira, 20 de novembro de 2013

SINOS

SINOS
Escuto os sinos
Ouço a voz, distante dita
Sonho atroz
Negou-me você

Sem alento caminho
Noite escura em meu ser
Trilha de pedra
Amanhecer que não vem

Lama e frio
Alma em aflição
Permeia meu peito
Sangria sem cura

Esperança que se adia
Doença nos ossos
Tristeza na alma
Vivente em oração

Raia o dia
Esperança chegada
Passos na estrada
Vida em movimento

Me dê um Meneio, Faça-me viver
Desejo a ti, onde está você.


Wagner Fonseca


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