sexta-feira, 8 de novembro de 2013

DUNAS

DUNAS

despejando palavras adocicadas
tentando enamorar a amada
despertar de sentimentos
passagem para o infinito

não há confusão
em quem espera então
um sim desabrochar
em meio as dunas

caminhando por suas estradas
conhecendo, árvore da rua
eterna centenária e crua
curvas de belos trejeitos

se a areia é branca
suas pontas são negras
céu de brigadeiro
fatos narrados

momentos felizes, depois das tristezas
ablepsia curada
cachos flavos
sete e vinte, alegria em ouvir.

palavras traçadas
singular entendimento
compreensão única.

Wagner Fonseca


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