FIM
Sem navalha
A mão que estraçalha
Rasga meu peito
Retira a rosa
Que outrora regada
Com baldes de amor
E sugada pela terra
Que a sequidão levou.
Não cultivo mais rosas
Não rego mais plantas,
Mas não me culpes
Se cactos nascerem
Se espinhos feri-la
Se dores sentires
No entardecer.
Assim ferirás sua alma
Como feristes a minha
E com sua aridez
Mataste o amor.
Wagner Fonseca

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