ÁGUAS DO NORDESTE
Então resolvi minha vida
Um barco a remo
Continuo a remar
Uma vez calafetado o fundo
Para não mais naufragar,
Em turbulentas águas me vejo
Hasteando as velas do desejo
Me ponho a navegar.
Noutras águas, noutros mares
Bem ao nordeste
Mas não no extremo
Mais ou menos em águas Natalinas
Onde se fazem corações de gesso
Onde existem fortes
Dunas e paixão.
Onde feras prendem a imagem
Aporto-me nesse lugar
Retirando do barco meu olhar
E fixando em um amor
Um amor que me fez navegar
Um amor encontrado a distância
Que agora quero sentir.
Wagner Fonseca

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