segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ÁGUAS DO NORDESTE

ÁGUAS DO NORDESTE

Então resolvi minha vida
Um barco a remo
Continuo a remar
Uma vez calafetado o fundo
Para não mais naufragar,
                              
Em turbulentas águas me vejo
Hasteando as velas do desejo
Me ponho a navegar.
                                           
Noutras águas, noutros mares
Bem ao nordeste
Mas não no extremo
Mais ou menos em águas Natalinas

Onde se fazem corações de gesso
Onde existem fortes
Dunas e paixão.
Onde feras prendem a imagem

Aporto-me nesse lugar
Retirando do barco meu olhar
E fixando em um amor
Um amor que me fez navegar

Um amor encontrado a distância
Que agora quero sentir.


Wagner Fonseca

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