sábado, 30 de novembro de 2013

DESESPERO

Desespero
Com as agruras da vida
Abato-me até a morte
Com a pena cerrada
Me dou por vencido
Sem escrever
Sou pássaro sem asa
Cachoeira sem água
Jardim sem flores
Tristeza profunda
Ausente beleza
Em meu coração
Pensamentos difíceis
Abominável silencio
Nenhuma emoção
E eu, eu aqui
Sentado esperando
E as vezes perguntando
Onde está você alegria.

hoje outro dia
pena em punho
alegria nas linhas
poesia na carne
e tudo recomeça.

Wagner Fonseca


Nenhum comentário:

Postar um comentário