quarta-feira, 6 de novembro de 2013

DIA NEGRO

DIA NEGRO

Dia frio
Negridão 
Fracasso na alma
Desilusão.

Olhei para o mundo
Estava todo vermelho
As folhas eram rubras
E as arvores de granito

Não havia vida nesse dia
Não havia água na fonte
A sede secou-me os lábios
E a aflição tomou-me por inteiro

A maior companhia do dia foi a incerteza
De tudo o que não houve clareza
O dia não despertou
Apenas dormiu

E eu fiquei a espreitar
Um novo amanhecer
Querendo trocar meus olhos
Para enxergarem vida

Sentir a água doce na boca
E ver que novamente o amor nasceu.

Wagner Fonseca

Nenhum comentário:

Postar um comentário