LOUCURA
Aço da madeira
fio da lenha
descer rio acima
navegar no imenso céu
voar nas águas do mar
ferver água na vasilha plástica
amar os espinhos
arrancar as rosas
engordar o cachorro
colocar o porco como vigia
amanhã outro dia
não o hoje, talvez o ontem
falar o que vem a boca
calar diante a opressão
viver, aceitar, não reclamar direitos
não protestar.
não amar, amar, nunca amar
jamais amar
equilibrar no vazio da alma
viver intensamente o nada
ser louco até a última gota
e se não tiver gota
ser louco eternamente.
Wagner Fonseca

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