SOU
Sou o aço da espada
O corte da navalha
Em noite enluarada
Traço, corto.
Sou a fagulha do fogo vivente
O farol da estrada
Sou a chama ardente
Sou o delírio dos amantes
Sou companhia das flores
Aquela que declara amores
Sou água limpa da fonte
Sou tormenta e feitiço
Sou alegria de quem ama
Surpresa para quem recebe
Sou o abalo dos corações
Sou caminho entre estrelas
Sou grito no silencio
Sou silencio no grito
Sou a cura da aflição
Também sou o aflito
Sou a porta que se abre
So o minuto que não passa
sou janela, sou vidraça
sou o que sou,
pois sou poesia.
Wagner Fonseca

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